Futuro

A benção e a sina da palavra escrita

Escrever para quê? Frequentemente preciso encontrar respostas para essa pergunta. Por que sinto a necessidade de escrever? É uma questão muito difícil de responder e, mesmo assim, é uma indagação inevitável que todo escritor se faz. Porque possivelmente não há nenhuma outra atividade que seja, ao mesmo tempo, tão prazerosa e tão torturante quanto essa.

Ler Mais

A Casa dos Espelhos (ou “O porquê de eu te amar”)

Ela não entendia como eu era capaz de amá-la. Tentei contar a verdade, mas não consegui. Às vezes, parece que existe uma distância quase impossível entre os sentimentos mais profundos e os verbetes do dicionário. Aí só nos restam gemidos inexprimíveis. Ou histórias. E essa é a história de porquê a amo: Era uma vez, […]

Ler Mais

Coisa simples

Estava há bastante tempo com um bloqueio literário everéstico. Aí por sugestão de uma pregação do Ed René Kivitz resolvi fazer uma coisa extremamente simples: orar a respeito. Foi só: “Deus, o Senhor quer que eu escreva um livro? Ajuda?”. Imediatamente um milhão de cenas e ideias e palavras veio borbulhando na minha mente. Awesome! […]

Ler Mais

Um novo início a qualquer momento

Uma lareira não aquece sem fogo, especialmente, quando não tem lenha. Mas não há homens na casa para cortá-la e provavelmente nunca mais haverá. Ela olha pela janela e vê as folhas apodrecidas acumuladas no chão, sinal derradeiro do inverno que se aproxima. A casa de madeira que seus sogros construíram mal será capaz de […]

Ler Mais

Apenas um sorriso seu

Foi naquele romance adolescente que li o mocinho exclamar: “As nuvens são o pó dos pés de Deus”. A julgar pelo nosso céu nos últimos tempos, Deus tem andado a fazer muitas caminhadas. Talvez tenha mesmo acabado de passar por aqui. Quem sabe alguns minutos mais cedo e eu o teria visto com meus próprios […]

Ler Mais

Truques de beleza

Era domingo de manhã, o que já diz tudo para quem conhece a massa da população europeia que se diz cristã. Estávamos na sala de reuniões, todos sonolentos, incomodados com o frio recém-chegado do outono nascente, uns barulhentos, outros bocejando, todos semisatisfeitos no automatismo do ritual matutino dominical: música americana animada, mãos erguidas ao alto, […]

Ler Mais

O anonimato

Na barra da saia daquela grande cidade havia um vilarejo e, no vilarejo, um milharal, e, por trás do milharal, um campo de macieiras e, junto ao campo de macieiras, brincando e dançando furtivamente por trás de um denso matagal, um riacho. O sol inclemente parecia ter uma predileção especial por toda a região, esparramando-se […]

Ler Mais