23 de novembro de 2014

Dia 10 #30diasdegratidão

Dia 10: porque nossa vocação é também nossa paixão.

Por aquelas épocas em que eu ainda não sabia o que queria fazer quando crescesse, eu só sabia que dinheiro não era o mais importante. Dinheiro era um mal necessário, algo que precisaria para sobreviver. Mas, queria mesmo fazer algo útil, relevante, apaixonante, diversificado, desafiador e jamais entediante.

No jornalismo, eu era boa no que fazia e isso me deixava até que relativamente satisfeita. Mas não era o bastante.

Para dedicar tanto tempo da vida a algo, queria que fizesse diferença, queria ajudar, queria que fizesse sentido. (Comentário: é possível fazer isso dentro do jornalismo, mas não era para mim)

Meu pai considerava a profissão dele um mero ganha pão. Dinheiro não importava tanto pra ele e tenho certeza de que se não tivesse esposa ou filhos, teria largado tudo para ser um missionário em alguma terra remota e selvagem. Ele era meio hippie desse jeito, risos. Sacrificou-se toda a vida por nós por um lado, mas por outro sempre tomou decisões profissionais baseadas nos seus ideais e no que sentia que era a vontade de Deus e não no sucesso profissional. Fez a loucura de mudar para a Alemanha recebendo substancialmente menos do que receberia no Brasil, porque lhe incomodou ver igrejas fechadas e falidas. Porque em seu tempo de vida, o que ele mais queria era que as pessoas acreditassem em Deus e se deixassem transformar por Ele. E ele viveu isso apaixonadamente, com toda a alma e todas as forças até o fim.

Hoje eu e meu marido temos a oportunidade de viver aquilo que era o grande sonho do meu pai: a oportunidade de unir paixão à profissão à vocação ao chamado.

Trabalhamos em tempo integral na igreja, tentando ajudar pessoas a se encontrarem em Deus e serem transformadas por Ele, tentando espalhar ao máximo a mensagem de esperança do amor de Deus e da salvação através de Jesus.

É um trabalho que é tudo aquilo que descrevi ali em cima e mais um pouco.

Exige tudo de nós, todas as nossas forças e nos desafia até limites que nem sabíamos que tinhamos.

And we’re loving it. #ilovechurch #thankgoditssunday

  • Tão tão lindo isso! O jeito como você disse, parece que você está completa por dentro.
    Tão tão maravilhoso essa sensação que você passou, de ter se encontrado plenamente na sua vocação – e no seu trabalho. Juntar as duas coisas, pra mim, parece um privilégio para uns e um sonho distante pra outros.
    E tão tão incrível estar fazendo isso no mais puro sentido do cumprimento da vontade de Deus, trabalhando na igreja e vivendo A Palavra mais de perto, sabe?

    Beijos, Mima, e que O Senhor continue guiando e abençoando a sua vida – a cada dia mais, e mais e mais.

    P.S.: Você podia falar mais da igreja em que você está. Acho que não tem nenhum post específico, tem?
    P.S.2: Quando li a parte do seu pai, senti um apertozinho no coração por você e por mim, que perdi alguém muito importante no começo de setembro – minha avó. O tempo, tenho percebido, é o que suaviza tudo. Mas nunca apaga.

    • Estou muito feliz mesmo :) Nunca pensei que eu pudesse ficar tão cansada e feliz ao mesmo tempo, risos.
      P.s. vou fazer então.
      P.s.2: Sinto muito pela sua avó. Eu sinto um apertozinho também. Tem sido mais fácil. Essa saudade que fica é uma grande prova de que fomos feitos pra eternidade.

  • Marcelle

    Maravilhoso relato.. So encontramos felicidade e nos sentimos cmpletos qndo estamos no centro da vontade do Senhor (num trabalho secular ou trabalhando diretamemente na Igreja)

  • Beatriz Bragança Baraldi

    Lindo Mima!!! Que Deus abençõe muito o trabalho e ministério de voces na Alemanha. Realmente é lindo o exemplo que você nos ensina, servindo a Deus de todo o coração. Obrigada por mais um dia de gratidão, acompanhando sempre aqui do Brasil. Beijooss

  • Ligia

    Que lindo, Noemi! Que Deus dê a vocês dois experiências maravilhosas com Ele. Que Ele os use como instrumentos poderosos para Seu Reino.