24 de novembro de 2014

Dia 11 #30diasdegratidão

Dia 11: a loja Ikea, sem a qual eu e meu marido provavelmente ainda não teríamos móveis em casa. #ébomnãodormirnochão

Justo no dia em que eu e o Bruno fomos fazer uma visita já há muito adiada para o Ikea, saiu a notícia que a rede sueca desistiu de se instalar no Brasil. Não quero discutir de quem é a culpa por isso (embora seja um pouco óbvio), só quero falar um pouco sobre o que significa esse “desistir”.

Quando ouço que uma loja “desistiu” de se instalar no Brasil, penso que há um tempo um grupo de empresários estava entretendo a ideia de ir para esse país e começar uma nova franquia. “Ah, legal, deve ser bacana…” “É, vamos sim, muita gente vai comprar…”

Aí de repente vem a notícia de que o Brasil não é a melhor das apostas no momento e alguém diz… “Tem razão, melhor não”. Então, todos bebem um gole de café, descansam nas suas cadeiras e voltam a falar sobre outro assunto.

Bem, não foi bem assim. Há quase exatamente um ano conheci um funcionário do Ikea na Alemanha que era um brasileiro com bastante sotaque alemão. Aparentemente nascera em Curitiba, mas morava desde criancinha na Alemanha. Bem, o dia que o conheci era seu último dia de trabalho, porque no dia seguinte estava de mudança para o Brasil para–pasmem–trabalhar no Ikea!

Há pelo menos um ano o Ikea estava trabalhando nas instalações da nova sede. Realocou funcionários, investiu muitos recursos, gastou muita grana–mas a coisa tá tão feia, tão absurda, tão preta que o Ikea falou: “Ei, paciência, tudo isso que perdemos perdemos, mas vamos cair fora antes que seja tarde”.

Mas esse post é de gratidão–num misto de revolta–grata que tenho onde dormir, onde sentar, onde comer, onde tudo–porque o Ikea existe. Ikea é quadradão, mas é prático, mas é barato, mas é até-que-é-bem-resistente, mas é até-que-não-é-feio, mas é nossa-que-fofinho. Adoro *_* E meu marido adora o quebra-cabeça, já que temos que montar tudo nós mesmos. :)