29 de novembro de 2014

Dia 15 #30diasdegratidão

Dessa vez o atraso foi tanto que pulou um dia inteiro.

Dia 15: aquecimento em todos os cômodos.

Sempre achei que esse era um pré-requisito em países mais frios como a Alemanha. Afinal, como seria possível viver num inverno que chega a -20º C sem alguma forma de aquecimento?

Bem, eu estava enganada.

Na época em que eu e o Bruno estávamos estudando, fomos morar numa casinha a uns 15 minutos de bicicleta do seminário. Ficamos muito gratos de encontrar esse local, especialmente pelo preço, que era muito baixo para a região. Além de tudo, tinha um jardim enoooorme e uma varanda também muito grande (ambas as coisas consideradas quase um “luxo” aqui na Alemanha).

MAS…

A casa foi construída logo após a Segunda Guerra pela nossa vizinha do andar de baixo, uma senhorinha fofa de 93 anos, e nunca foi renovada. Então a casa era muito mal isolada–significando que todo o frio do lado de fora passava para dentro, os aparelhos de aquecimento nos cômodos eram elétricos (o que era econômico na época que foram instalados, mas hoje em dia exige uma pequena fortuna mensalmente) E … o banheiro não tinha aquecimento. o.O Afinal, para quê aquecimento num lugar onde você fica pelado e molhado? Tem lógica isso? risos.

Além de tudo, por causa da falta de isolamento, as janelas ficavam ou o tempo todo encharcadas (o que causou um sério problema de fungos) ou chegaram a congelar (e precisamos usar muita violência para conseguir arrebentar o gelo).

Então eu evitava ao máximo ir ao banheiro e tomar banho era simplesmente uma tortura. Até compramos um aparelhinho elétrico de aquecimento (porque senão seria simplesmente impossível tomar banho em algumas épocas do ano), mas ele não resolvia muita coisa, além de ser muito caro.

Enfim, meu banheiro agora é um cubículo improvisado num quartinho que costumava ser a despensa da cozinha em 1897. Mas ele é tão quentinho que fico tão, tão feliz!

  • Não consigo compartilhar o seu alívio pelo aquecimento Eu, literalmente, não sei o que é frio. Nasci e cresci em uma cidade que basta fazer 20º C que todo mundo tá tirando seus capotes mofados do guarda-roupa. E, detalhe irônico: eu não gosto de calor! Sério: minha parte favorita do dia é a manhã (que é fresquinha), meu quarto fica na parte sul da casa, onde não bate sol direto, e dias de chuva pra mim são o que há. É isso. Sou uma soteropolitana calorenta.

    Mas eu vejo os benefícios do aquecedor. Pelo menos imagino. Tenho uma ideia vaga… Ah, vá, eu queria é ver neve! Antes que virasse aquela coisa escorregadia lamacenta gelada…

    Beijos, Mima!

    • Meus primeiros 10 anos de vida passei no Nordeste. Então eu tampouco conhecia temperaturas abaixo de 20 graus. Quando mudei pra São Paulo e experimentei meus primeiros 12 graus, achei que ia morrer congelada. Só que nenhum brasileiro realmente entende que “morrer de frio” não é só uma expressão em outros países. Depois de vir pra cá, fiquei até reparando nas roupas que as personagens de filmes usavam no inverno e ficava pensando: “Meu Deus, coitada! Deve tá congelando!”, coisa que eu nem pensava antes hehe