13 de janeiro de 2010

Poesia for dummies – De n00b para n00b

Confesso que sou totalmente leiga. Dormia nas aulas de literatura. Detesto métrica, rima, definição de soneto, epopéia, gêneros e toda essa bobagem teórica.
Mas, adoro poesia.

Poesia é como música.

O que é música? Uma série de sons que se encaixam de alguma forma juntos (definição minha).

Poesia é a mesma coisa. Só que em vez de notas, usa palavras.
Um poema pode ter significado, como pode não ter. Pode ser sobre o amor, pode ser sobre o nada. Pode ser dramático ou encerado ou bobo-alegre. Você pode curtir só pela sonoridade ou pelo que ele diz ou por como ele faz você se sentir.

Por isso, não entendo quem diz que não gosta de poesia. É como dizer que não gosta de música. De nenhuma música no planeta? Ou é do Créu que você não gosta? Ou é de Mozart que você não gosta? Ou é da Xuxa que você não gosta?

E o que dizer de traduções e versões para o português de poemas estrangeiros?

Continuando a comparação com música: traduções literais são como ler traduções de música no site Vagalume. Serve para entender sobre o que diz, mas não é a mesma coisa que escutar realmente a obra original, né?

Versões de poemas estrangeiros em português são, por sua vez, muitas vezes como as versões em português de músicas internacionais (por exemplo, My Heart Will Go On cantado por Sandy & Junior). Precisa dizer mais?

“Num dia desses, o exato momento do último instante. Eu, bêbado como sempre, num sonho de escriba extravagante…”

Minha missão de vida (só dessa semana, provavelmente) é espalhar o gosto por poesia no planeta, dando amostras de todo tipo, para todos os gostos, a fim de que, enfiando goela abaixo, o envenenado tome gosto pelo veneno. Er.

Como eu não sou nenhuma Sandy & Junior (lol), não vou me arriscar a cantar Celine Dion. Quando postar poemas estrangeiros, vou vagalumizar. Se mesmo assim o poema ficar uma caca, aqui vai a dica: aprender outros idiomas. xP

[yellow_box]Desafio ao leitor! Achar um poema no universo que você não ache tao bobo ou agonizante quanto os da aula de literatura e postar em algum lugar da blogosfera (aqui, em seu próprio blog ou no blog de algum chato). Se quiser, pode até fazer uma introdução dizendo por quê escolheu aquele poema e que significado ele tem para você. Vamos espalhar o vírus! ^^[/yellow_box]
[white_box]Recomendo: As Palavras Têm Sabor da Debby. Elas têm! ^^[/white_box]
  • Pingback: Poesia for dummies parte III – Emily Dickinson - Mima Pumpkin()

  • Soraia, Debby, Mimi, julianaescreve, Alex Steinhorst – Obrigada por espalhar o vírus ^^ O planeta terra agradece, :D

    Cíntia – nao tem limite de tempo para …poesiar o mundo :) Ele ainda vai tar lá qdo vc tiver um tempo livre, rs.

    Junia – Eu sou contra isso de ter poesia ruim. Se vc gostou, tá gostado. Nao é uma competicao, nao tem ranking e vc nao deve nada a ninguém. Se quiser gostar dos poemas q a sobrinha da sua vizinha escreveu, pode gostar tb :P Expulsa esse trauma!

  • Vírus espalhado! Parabéns pela ideia!:D

  • Mima, saquei o post no blog da Brenda, vou colocar no meu e tb te aviso! Vai ser um prazer porque no meu seeeeempre tem poesia! Minha e dos outros!

    beijo :)

  • Então você não me entende, porque não sou muito chegada, não.

    O meu problema com poesia é que nós tivemos um começo traumático. Quando eu era mais nova e tentei gostar da coisa, toda poesia que eu lia e achava boa, era considerada pobre e ruim. E o que era chamado de obra-prima, eu achava uma meleca.

    Desde então nós nos despedimos e nunca mais nos falamos.

  • Oi, Mima!

    Adorei a idéia do desafio. Não sei se vou ter tempo pra espalhar o vírus, pq esse fim de férias tá complicado e cheio de coisas pra fazer. Mas vou tentar.

    Bjos

  • E a missao JA nao foi suficiente para ela!
    Eu tenho que confessar que tenho preguica de poesia.
    Gosto (muito) de ler Análises Literárias alheias, porque me poupa do trabalho que eu acho chato. Inclusive, eu ficava pedindo a Debby pra mandar as dela pra mim, hihi.
    Mas mesmo com todo esforco de ignorar as poesias, nunca resisti a genialidade do Drummond. Entao ó, fiz o dever de casa direitinho, vou colar um fav aqui.

    As sem-razões do amor

    Carlos Drummond de Andrade

    Eu te amo porque te amo,
    Não precisas ser amante,
    e nem sempre sabes sê-lo.
    Eu te amo porque te amo.
    Amor é estado de graça
    e com amor não se paga.

    Amor é dado de graça,
    é semeado no vento,
    na cachoeira, no eclipse.
    Amor foge a dicionários
    e a regulamentos vários.

    Eu te amo porque não amo
    bastante ou demais a mim.
    Porque amor não se troca,
    não se conjuga nem se ama.
    Porque amor é amor a nada,
    feliz e forte em si mesmo.

    Amor é primo da morte,
    e da morte vencedor,
    por mais que o matem (e matam)
    a cada instante de amor.

  • Ai que gracinha vc, sua fofa!
    Obrigada por recomendar meu blog ^^
    Adorei essa corrente pela poesia, uhú!
    Meu próximo post será sobre isso tb, aguarde ^^
    Besos

  • hahahaha
    eu adorei o jeito que você escreve e a definição de música ficou demais, é bem o que eu acho tb.

    Bom, meu trecho vai aqui mesmo:
    “É um querer mais-que-bem-querer”

    Simples e traduz um sentimento especial…. by Camões

    beijos

  • *gasp* plágio! (da parte deles..)

  • Brenda – Aeww! ^^ :D

  • Esspalharei o vírus, então. Amanhã minha postagem será sua corrente de poesia, tá?
    (E eu TENHO que dizer: apesar do meu passado negro de fã #1 de Sandy & Junior, aquelas versões deles beiram a blasfêmia! Rs.)