Apresentando

Quem é Mima Pumpkin?

Meu nome é Noemi Bragança Nicoletti. Eu e meu marido somos líderes numa igreja na cidade de Karlsruhe na Alemanha. Escrever é meu passatempo predileto - é o que dá vazão aos meus pensamentos desconexos e mantém a minha insanidade.

Que mais? Nasci em Campinas, mas a partir dos meus dois anos de idade fui acompanhando minha família por mudanças para Recife, Belo Horizonte, Jundiaí e Santos. Depois de muita mudança, conseguir me formar em jornalismo na Universidade Santa Cecília em Santos. Naturalmente, um dia depois da entrega do meu TCC mudei para a Alemanha com a minha família, sem muitos planos em relação ao futuro, deixando "a vida me levar".

Comecei a minha glamorosa carreira na Europa empacotando peças de carro, depois vendendo aparelhos de estética para salões e cheguei a me matricular para fazer um curso técnico de esteticista. Mas cancelei na última hora, porque embora eu ame estética, não conseguia imaginar passar a vida inteira fazendo isso.

Por fim, eu e meu marido (na época noivo) acabamos por tomar a decisão mais ousada e aventureira que poderíamos tomar: nos dedicar totalmente à servir na igreja onde nos conhecemos. Para isso, fomos estudar juntos 4 anos de teologia no Seminário Teológico Beröa, o lugar oficial de formação de pastores da nossa convenção.

Bem, espero que isso tenha te ajudado a me conhecer um pouco melhor. :)

Abaixo estão respostas a perguntas frequentemente feitas a mim. Se você tiver outras perguntas, é só me escrever.

Por que Mima Pumpkin?

Mima era um apelido de infância. O Pumpkin surgiu do fato célebre que após a meia-noite eu viro abóbora.* Isso virou apelido de internet, pegou e nunca mais saiu, mesmo agora que não sei se ainda tenho idade para isso. É engraçado porque tem pessoas “na vida real” que só me conhecem como Mima. Uma vez, alguém perguntou a um amigo meu de muitos anos de onde ele conhecia a Noemi. Meu amigo não sabia quem era Noemi…

* Virar abóbora significa que quando fico com muito sono eu tenho uma tendência a ficar mais eloquente que o normal e muito menos inibida (similar ao efeito em pessoas normais da ingestão de vodca pura).

É legal morar na Alemanha?

Sou totalmente apaixonada pela Alemanha. Não consigo me imaginar morando em outro lugar. Amo esse país, o povo, a língua e tudo mais. Mas não quero que você se decepcione. É que 99,9% dos brasileiros por aqui passou por uma baita crise quando chegou e muitos não conseguem sair dessa crise. Não é fácil se adaptar à cultura, ao clima, a alimentação, a burocracia, a solidão. Eu mesma falava que comigo ia ser diferente, mas, tenho que confessar que quando cheguei, chorei muito e quis desesperadamente voltar para o Brasil. O que me ajudou na adaptação foi encontrar a Comunidade Cristã Internacional de Karlsruhe. Com celebrações em português e a recepção calorosa de uma verdadeira família brasileira, encontrei nela o apoio e a amizade que eu precisava para superar o que fosse. Além de tudo, foi onde conheci o homem dos meus sonhos, com quem estou há 5 anos casada. Hoje eu e meu marido nos dedicamos integralmente a continuar o trabalho dessa igreja, justamente para ajudar outras pessoas em situações parecidas com a nossa a encontrar aqui um lar.

Como você começou a escrever?

Desde criancinha sempre fui apaixonada por boas histórias, seja no formato escrito, em filme ou contada oralmente. Livros, no entanto, sempre exerceram um encanto especial em mim. Minha mãe ri muito quando conta que quando eu era pequena, na falta de livros, lia até mesmo lista telefônica. É o que a falta de um smartphone fazia!


Não demorou muito para que eu mesma começasse a escrever histórias para entreter as pessoas ao meu redor e, principalmente, a mim mesma. Na infância, meu mundo de imaginação era meu lugar de fuga, minha terapia e minha forma de começar a compreender melhor o mundo. Já hoje em dia … pensando bem, acho que hoje em dia, também.